quarta-feira, abril 08, 2026

Operação “Cavalo de Tróia” nos municípios de Laranjal e Além Paraíba na Zona da Mata Mineira, desencadeada pelo Ministério Público de Minas Gerais - MPMG

 


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 8 de abril, a operação “Cavalo de Tróia” em Laranjal e Além Paraíba, com o objetivo de aprofundar investigações sobre possíveis crimes contra a Administração Pública. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão — três em Laranjal e quatro em Além Paraíba — em residências de investigados e sedes de empresas, com apoio das polícias Civil e Militar.

As apurações começaram após a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé identificar que duas empresas de Além Paraíba passaram a vencer, de forma recorrente, licitações realizadas pela Prefeitura de Laranjal a partir de 2024. Uma dessas empresas, ligada à área de gestão de pessoas, foi contratada para administrar tanto a Instituição de Longa Permanência quanto o Hospital Municipal, mas teria apresentado atestados de capacidade técnica com informações falsas. Além disso, há indícios de que a empresa alterou sua atividade econômica dias antes dos processos licitatórios, o que sugere possível acesso prévio às informações dos editais.

A segunda empresa investigada – ainda de acordo com as apurações do MPMG – teria criado uma sede fictícia em Laranjal para cumprir exigências de localização previstas em licitações. Mesmo sem comprovação de capacidade operacional, participou de processos envolvendo fornecimento de diversos produtos, como materiais de escritório, caixas-d’água, alimentos e até drone pulverizador. Há suspeita de que os atestados técnicos usados por essa empresa tenham sido fornecidos pela outra investigada, indicando possível atuação conjunta.

Durante as diligências, o MPMG também encontrou fortes indícios de superfaturamento e emissão de notas fiscais frias. Há suspeita de que, apesar da documentação indicar entrega de produtos à Prefeitura, parte dos itens não tenha sido efetivamente fornecida.

Outro ponto que reforça a linha investigativa é o relacionamento afetivo entre os representantes legais das duas empresas, o que pode indicar uma estrutura organizada para fraudar licitações. As investigações seguem em andamento e, caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Crédito: Assessoria de Comunicação do MPMG

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